Esta em Paris??? Quer fazer um passeio bate e volta para a região de Champagne??? Então a cidade certa é Reims (diga: "Rãs"), capital da região da (e do) Champagne, primeira estação importante na nova linha do TGV, a apenas 45 minutos de viagem.
A Reims atual é uma cidade de médio porte, com cerca de 200 mil habitantes e bairros modernos. Mas também possui vestígios do período galo-romano e uma catedral gótica do século 13, a Notre-Dame Saint-Jacques (www.cathedrale-reims.com) que, juntamente com a basílica gótica-românica de Saint Remi, figura na lista de patrimônios mundiais da Unesco.
A Reims atual é uma cidade de médio porte, com cerca de 200 mil habitantes e bairros modernos. Mas também possui vestígios do período galo-romano e uma catedral gótica do século 13, a Notre-Dame Saint-Jacques (www.cathedrale-reims.com) que, juntamente com a basílica gótica-românica de Saint Remi, figura na lista de patrimônios mundiais da Unesco.
A cidade era uma das preferidas de Napoleão Bonaparte que, não só a poupou nas suas investidas guerreiras, como a visitou em diversas oportunidades para saborear, direto da fonte, o líquido dos deuses.
A Primeira Guerra Mundial quase destruiu a cidade, que foi reconstruída, com todos os seus traços e monumentos originais preservados. Na Segunda Guerra, ela foi poupada, mas não deixou de ser palco de um acontecimento muito importante: a assinatura da rendição de Wehrmacht (a rendição do exército alemão), em 7 de maio de 1945, que ocorreu dentro da catedral.
A tradição do vinho na região vem desde os tempos do Império Romano. Mas é a partir do século XVII que surge o champanhe. Em 1670, Dom Pérignon desenvolve a técnica de podar as vinhas, além de combinar os diferentes vinhos da região, destacando a efervescência natural de cada um. Como Reims era a cidade da monarquia, não demorou muito para que a bebida passasse a ser associada aos reis, o que lhe conferiu todo o glamour que conhecemos hoje. A partir do século XVIII, começam a surgir as Maisons de Champagne, muitas existentes ainda hoje.
As principais caves são:
Maison Ruinat fica a mais de 30 metros debaixo da terra, vocês vão percorrer as galerias que conduzem até antigas minas de calcário, hoje classificadas como monumento histórico.
Maison Pommery possui um castelo no centro da cidade. As visitas estão abertas ao público o ano todo, menos no período de 24/10 a 01/01 .
Maison Taittinger está aberta para visitas todos os dias, de março a novembro. A parte mais antiga das caves data da ocupação greco-romana do século IV. Mas tarde, durante o século XIII, novas caves foram construídas pelos monges da Abbaye Saint Nicaise para o estoque dos vinhos da Champagne.
Maison Veuve Cliquot organiza visitas somente com hora marcada, com direito a uma coupe de champagne no final do percurso.
Mas é sempre bom confirmar datas e horários direto no site de cada cave para não correr o risco da cave estar fechada ou já ter esgotado o número de visitas diário.
Maison Taittinger
Nós visitamos a Maison Taittinger, que, segundo o que nos foi explicado, fica no local onde havia uma antiga Abadia, destruída durante a Revolução Francesa – no subsolo, entretanto, restam vestígios desta abadia (os monges já utilizavam as antigas carreiras de calcário como adega).
A cave tem quatro quilômetros de túneis subterrâneos que abrigam cerca de três milhões de garrafas de champagne. Posso levar pra casa????
O processo de fabricação é demorado e caro, sendo praticamente o mesmo de séculos atrás. Um champagne comum leva pelo menos dois anos para ficar pronto e os especiais até cinco anos. Ficam estocadas nos subterrâneos das cidades nos crayères, que são túneis cavados no giz.
Quanto às uvas utilizadas, são três: a chardonnay (em maior proporção), a pinot noir e a pinot meunier. Estas últimas são uvas tintas mas os vinhos utilizados, elaborados sem a casca, são brancos. O champanhe é um corte (mistura de vinhos em proporções determinada pelos enólogos) de trinta a até cerca de duzentos vinhos brancos. O tradicional é feito com um corte de cerca de 30% de vinhos brancos de uvas tintas, o rosé com corte de vinhos tintos, o blanc de blanc, apenas com uvas brancas e o blanc de noir elaborado apenas com uvas tintas.
O roteiro inclui explicações sobre as diversas etapas de fabricação da bebida e degustação. Em seguida, os visitantes ficam livres para perambular e comprar na loja da marca, que geralmente possui preços interessantes.
Depois de visitar as caves uma boa opção para almoçar, jantar ou até mesmo se hospedar, e bem próxima as principais caves, é o Château Les Crayeres, belo castelo construído no início do século XX. Les Crayères é membro da cadeia Relais & Châteaux. Eleito melhor hotel da França por Travel & Leisure em 2008. O castelo possui um grande parque e nos meses mais quentes o café da manhã, o almoço e o brunch de domingo são servidos nos jardins.
Les Crayères possui dois restaurantes. Um gastronômico: Le Parc cujo chefe, Philippe Mille, trabalhou seis anos com Yannick Alleno no Meurice. Pratos impecáveis para uma refeição acompanhada pelos melhores champagnes da França.
O hotel possui também uma brasserie, Le Jardin, mais convivial, muito bem decorada dentro de um estilo mais contemporâneo e com uma cardápio mais leve.
Curiosidade:
A tradição data das origens da Fórmula 1. Já nesta época, os vencedores comemoravam com uma garrafa de champagne nas mãos.
Após a criação do Grande Prêmio de Reims, dois primos apreciadores de automóveis esporte e de champagne, Paul Condon Moët e Frédéric Chandon de Brailles, decidiram oferecer uma garrafa de champage ao vencedor. Gesto que foi devidamente apreciado e marketing genial pois Moët & Chandon obteve uma excelente vitrine durante muitos anos.
Mas Moët Chandon perdeu esta posição privilegiada. Após 2000, Mumm se tornou o fornecedor oficial da Fórmula 1.
Dizem que foi o piloto americano Dan Gurney que teve a idéia de sacudir a garrafa, provocando a explosão da rolha e o “efeito ducha”. Daí para a frente todos os aqueles que sobem no pódio passam pelo ritual das deliciosas bolhas.























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